Resumo prático
O setor imobiliário prevê um ano de 2026 com forte crescimento, impulsionado por demanda e investimentos, mas já se prepara para 2027 com mais prudência diante de desafios como a alta da taxa Selic, dificuldades no financiamento, escassez de mão de obra e mudanças tributárias.
O que aconteceu
Durante o painel no Construsummit, representantes da Caixa Econômica Federal, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) e da Associação Brasileira dos Materiais de Construção (ABRAMAT) destacaram que o setor imobiliário deve experimentar um novo ciclo de crescimento em 2026. No entanto, alertaram para riscos que podem impactar a continuidade desse ritmo em 2027, como a elevação da taxa básica de juros (Selic), restrições no acesso ao funding, escassez de mão de obra qualificada e possíveis alterações na tributação do setor.
Por que isso importa
Essas projeções indicam que o mercado imobiliário continuará sendo um motor importante para a economia e para o desenvolvimento urbano em 2026, com potencial para gerar empregos e movimentar investimentos. Entretanto, os desafios apontados exigem atenção para garantir a sustentabilidade do crescimento, evitar desequilíbrios financeiros e manter a atratividade do setor para investidores e consumidores. A conjuntura econômica e regulatória pode influenciar diretamente a oferta de imóveis, os custos de construção e a dinâmica de crédito imobiliário, impactando cidades e negócios relacionados.
Como isso afeta o corretor de imóveis
Para corretores, a expectativa de um mercado aquecido em 2026 representa oportunidades ampliadas de vendas e captação de clientes. Contudo, a cautela para 2027 sugere a necessidade de monitorar indicadores econômicos e financeiros, ajustar estratégias de prospecção e negociação conforme o cenário de crédito e juros, e fortalecer o relacionamento com clientes para oferecer soluções alinhadas às condições do mercado. A leitura atenta das tendências pode ajudar a antecipar mudanças na demanda e a adaptar o portfólio de imóveis ofertados.
Ponto de atenção para o profissional
O profissional do mercado imobiliário deve estar atento à volatilidade dos fatores macroeconômicos que influenciam o setor, como a taxa Selic e o acesso ao financiamento, além das questões estruturais como a disponibilidade de mão de obra e a carga tributária. Investir em atualização constante, diversificação de estratégias comerciais e uso de dados para tomada de decisão pode ser diferencial para navegar em um cenário que combina crescimento e incertezas. A postura proativa e a capacidade de adaptação serão essenciais para aproveitar oportunidades e mitigar riscos.
Fonte original: infomoney — https://www.infomoney.com.br/business/setor-imobiliario-ve-2026-forte-mas-ja-trata-2027-com-mais-cautela/


