Resumo prático
Muitas famílias postergam o inventário imobiliário após o falecimento, mantendo o imóvel em uso pelo cônjuge sobrevivente ou por consenso entre herdeiros. Essa prática, comum e aparentemente tranquila, pode gerar entraves legais e comerciais ao longo do tempo.
O que aconteceu
Segundo o advogado Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário, é frequente que o inventário seja deixado para depois, mesmo após muitos anos, como 12 anos no exemplo citado. A ausência de conflito entre herdeiros e a permanência do cônjuge sobrevivente no imóvel são fatores que contribuem para essa demora. No entanto, a falta de formalização pode gerar insegurança jurídica e dificuldades para venda, financiamento ou regularização do imóvel.
Por que isso importa
O atraso no inventário impacta diretamente o mercado imobiliário, pois imóveis sem documentação regularizada tendem a ter menor liquidez e podem apresentar riscos para compradores e investidores. Além disso, a indefinição sobre a propriedade influencia decisões de crédito, planejamento urbano e a dinâmica das cidades. Para imobiliárias e gestores, compreender essa realidade é fundamental para orientar clientes e estruturar processos que minimizem riscos.
Como isso afeta o corretor de imóveis
Corretores precisam estar atentos à situação documental dos imóveis que comercializam, especialmente aqueles herdados. A ausência de inventário pode dificultar a negociação, exigir maior esforço na análise jurídica e demandar transparência com os clientes. Também é uma oportunidade para o corretor se posicionar como consultor, orientando sobre a importância da regularização e colaborando com profissionais especializados para acelerar o processo.
Ponto de atenção para o profissional
É essencial que o profissional do mercado imobiliário desenvolva uma postura proativa na verificação da documentação e no esclarecimento dos impactos do inventário atrasado. Ignorar essa questão pode resultar em negócios frustrados ou riscos legais futuros. Investir em parcerias com advogados e especialistas em direito imobiliário pode agregar valor ao atendimento e fortalecer a confiança dos clientes.
Fonte original: exame — https://exame.com/mercado-imobiliario/deixamos-o-inventario-para-depois-mas-ja-se-passaram-12-anos-e-agora/


